A
realidade que o Sinaval apresenta em seus cenários, desde 2006, mostra a
geração de emprego e renda, com 78 mil pessoas diretamente empregadas
em pólos de construção naval em diversos Estados brasileiros
Rio de Janeiro (RJ) - Os estaleiros associados ao
Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e
Offshore (Sinaval) manifestam apoio à Petrobras no esforço de aumentar a
produção brasileira de petróleo e ratificam seu compromisso com a
eficiência e a produtividade da retomada dessa indústria.
O presidente do Sinaval, Ariovaldo Rocha, informa que as empresas
acionistas dos maiores estaleiros brasileiros, reunidos em 19 de março
na sede da instituição, no Rio de Janeiro, consideram o programa de
conteúdo local na construção de navios e plataformas de petróleo
essencial e estratégico para que os objetivos da Petrobras e do país
sejam atingidos.
A realidade que o Sinaval apresenta em seus cenários, desde 2006, mostra
a geração de emprego e renda, com 78 mil pessoas diretamente empregadas
em pólos de construção naval em diversos Estados brasileiros, com
investimentos próprios e financiamentos do Fundo da Marinha Mercante
(FMM) que representam mais de R$ 60 bilhões, já realizados e em obras em
andamento de embarcações, navios-sonda e novos estaleiros. Aos empregos
diretos nos estaleiros, somam-se cerca de 300 mil outros postos de
trabalho criados na indústria brasileira fornecedora de equipamentos e
serviços, devido ao grande fator multiplicador de empregos da indústria
naval.
Tais números são consequência da bem sucedida política pública de
conteúdo local implementada pelo então presidente Lula e ratificada pela
presidenta Dilma Rousseff, que conta com o apoio da sociedade
brasileira, dos sindicatos dos trabalhadores e de investidores nacionais
e internacionais.
Um grande esforço de qualificação desses recursos humanos e
desenvolvimento de tecnologia em toda a cadeia produtiva da indústria
naval está em andamento. Na perspectiva futura, temos o desafio do
desenvolvimento das bacias produtoras de petróleo em grandes
reservatórios na camada geológica do pré sal.
O resultado concreto desse esforço coordenado é a entrega, em 2013, de 6
plataformas de produção de petróleo, dois navios do Promef, 21 navios
de apoio marítimo, dez rebocadores portuários e cerca de 100 barcaças de
transporte oceânico e fluvial.
Os navios de apoio marítimo, em construção ou recentemente entregues,
incluem projetos da mais avançada tecnologia hoje existente, como os dos
tipos AHTS (Anchor Handling Tug Supply) e PLSV (Pipe Laying Support
Vessel), atestando a crescente especialização e a qualificação dos
estaleiros e da Engenharia nacional.
A Petrobras é o principal cliente da construção naval brasileira e os
estaleiros cumprem sua missão estratégica de atender a parte da demanda.
Atualmente estão em construção no Brasil 15 plataformas de petróleo,
sendo que 12 serão totalmente construídas em estaleiros locais e três
terão a integração de módulos em cascos construídos na Ásia. Também
estão sendo construídos 28 navios-sonda contratados pela Sete Brasil
para perfuração de poços de petróleo.
O programa de construção de 49 navios petroleiros para a Transpetro
registra sete navios já entregues à operações e três em fase de
acabamento para entrega este ano.
Os estaleiros brasileiros trabalham para sete segmentos do mercado:
apoio portuário - Construção de rebocadores para manobras de atracação
de navios em portos e terminais marítimos especializados; Prorefam –
Programa de Renovação da Frota de Apoio Marítimo; Promef – Programa de
Modernização e Expansão da Frota da Transpetro; Offshore – Construção de
plataformas de produção de petróleo e sondas de perfuração; Cabotagem –
Construção de navios porta-contêineres e graneleiros para transporte de
mercadorias na ampla costa brasileira; Navegação fluvial e interior –
Construção de comboios, balsas, empurradores, ferry boats e navios de
passageiros para transporte em rios e travessias de baías e lagoas.
Embarcações militares – Construção, para a Marinha do Brasil, de
navios-patrulha, navios de escolta e uma frota de cinco submarinos, com a
construção, em Itaguaí (RJ), de um estaleiro da Marinha do Brasil
especializado para a construção de submarinos e base de apoio e, também,
para manutenção da frota.
Os principais competidores da indústria naval internacional - Japão, COreia do Sul e China - levaram mais de 30 anos para atingir níveis de competitividade. A construção naval brasileira já apresenta resultados em 14 anos de operação.
A politica de conteúdo local vem sendo executada com bom senso e em parâmetros competitivos. É uma diretriz politica do estado brasileiro e uma regra da agencia Nacional do Petróleo , Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em ambientes político e regulatório onde a petrobras existe e cumpre sua missão de executora de concessões públicas das reservas brasileiras de petróleo.
Sem a construção naval brasileira, a Petrobras teria ainda mais dificuldades de conseguir nos prazos adequados os equipamentos, os navios e as estruturas flutuantes necessários para executar sua curva de produção de petróleo.
Os estaleiros brasileiros têm como acionistas alguns dos maiores grupos empresarias locais e internacinonais. Esses investidores acreditam na continuidade da politica do governo brasileiro quanto ao conteudo local dos prjetos.
Entre os principais fornecedores dessa grande rede de suprimentos estão 17 grandes hrupos, sendo 14 de capital internacional, listados entre os mil maiores do país.
Todo esse sistema, que gera emprego, renda, investimentos e tecnologia, tem a sua viabilidade assegurada pelo conteudo local. É a favor desse esforço que os estaleiros se posicionam, com compromisso economico e politico.
fonte: monitor Mercantil / Macaé offshore
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